Onde comer em Heraclião, a capital que trabalha em Creta

Coma nas ruas pedonais Korai, Chandakos e Milatou, nos rakadika atrás do mercado da rua 1866 e à volta da praça dos Leões, onde uma mesa de raki e meze fica em 11–17 € por pessoa. Heraclião faz preços para moradores e não para visitantes, e isso vê-se em cada conta.

A equipa editorial do Filotimo7 minutos de leitura

Faz parte do guiaO que comer na Grécia: vinte pratos que vale a pena pedir

Heraclião tem fama de cidade de passagem. É o porto e o aeroporto de Creta, os visitantes aterram e partem no mesmo dia para Cnossos ou para as praias, e a cidade fica na memória como um problema de trânsito rodeado de muralhas venezianas.

Para a mesa, essa fama é uma dádiva. Uma cidade que não vive do turismo faz preços para os seus: sessenta mil moradores dentro das muralhas, uma universidade, repartições públicas e um mercado que abastece a ilha inteira. Os restaurantes respondem-lhes a eles e não ao autocarro.

Segue-se o mapa: onde estão os rakadika, o que faz o mercado da rua 1866, e quanto se deve pagar.

Heraclião é uma cidade de comida ou uma paragem a caminho?

Heraclião come melhor do que o visitante espera, pela mesma razão por que Chania come mais caro: uma vive dos seus moradores e a outra da sua vista. O centro dentro das muralhas venezianas é denso, atravessa-se a pé em vinte minutos, e as suas mesas estão postas para gente que volta na terça-feira.

O resultado prático são contas três a seis euros abaixo das dos centros turísticos de Creta pela mesma comida. Cozinha-se a mesma cozinha cretense — dakos, ervas silvestres, apaki, cabra, gamopilafo — servida sem o prémio que a paisagem cobra.

  • Dentro das muralhas: tudo o que é preciso cabe em vinte minutos a pé.
  • Fora delas: Ammoudara a oeste para peixe e mar, a preços um pouco mais altos.
  • O porto veneziano e a fortaleza Koules: bom passeio, jantar médio, mais caro do que o centro.

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Onde estão os rakadika e as ruas pedonais?

Três ruas pedonais concentram a maior parte das mesas do centro e ficam a minutos umas das outras. Korai é a mais movimentada, com mesas no meio da rua e gente desde o fim da tarde; Chandakos desce para o porto com salas mais pequenas e sossegadas; Milatou é a mais cretense das três, com tabernas que não mudam a ementa há anos.

Os rakadika não estão nessas ruas mas nas vielas à volta e atrás do mercado da rua 1866. Quase não têm tabuleta, abrem ao início da noite e enchem-se de mesas que ficam três horas com quatro jarros de raki e uma dúzia de pratinhos.

O que se come à volta do mercado da rua 1866 e da praça dos Leões?

A rua 1866 é o velho mercado de Heraclião: talhos, frutarias, especiarias, queijos e frutos secos numa rua estreita que desemboca na praça dos Leões e na sua fonte veneziana Morosini. Ao meio-dia as casas de pasto em redor servem pratos do dia por sete a onze euros, feitos com as bancas do lado.

De manhã essa mesma praça faz algo que nenhuma outra parte da Grécia faz bem: a bougatsa de Heraclião, recheada de mizithra salgada e polvilhada com açúcar e canela, cortada à tesoura e comida de pé. Custa dois a três euros e é um prato diferente da bougatsa de Salónica.

  • Rua 1866: bancas e casas de pasto, de preferência antes das três da tarde.
  • Praça dos Leões: bougatsa com mizithra de manhã, café o dia inteiro.
  • As vielas atrás do mercado: rakadika sem tabuleta, a partir das sete da noite.

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Quanto deve custar uma refeição em Heraclião?

Heraclião está entre as cidades mais baratas da Grécia para comer a sério, e a diferença para os centros turísticos de Creta chega a um terço. Uma mesa de rakadiko com raki e dez meze divididos por quatro fica abaixo dos quinze euros por pessoa, e o almoço no mercado abaixo dos doze.

A segunda ferramenta é a hora. As cozinhas do centro enchem depois das nove e meia, por isso o primeiro turno está aberto e vazio — é aí que funcionam os descontos de uma aplicação de reservas como o Filotimo, que tiram metade do preço da comida. A tabela dá os intervalos.

Heraclião por zona e quanto custa
ZonaIdeal paraPor pessoa
KoraiRua pedonal, mesas na rua, movimento13–19 €
ChandakosSalas mais pequenas, mesa mais sossegada12–18 €
MilatouTabernas cretenses, ementas inalteradas12–17 €
Vielas da 1866Rakadika, meze em rondas11–15 €
O mercado, ao meio-diaPratos do dia cozinhados7–11 €
Porto venezianoA fortaleza Koules, o peixe20–28 €
Com uma bebida. A bougatsa da manhã na praça dos Leões fica em 2–3 €.

Leia a seguirApps para comer a metade do preço: o desconto é real?

Heraclião recompensa quem lá passa uma noite em vez de a contornar a caminho de Cnossos. Vinte minutos a pé dentro das muralhas cobrem o mercado, as três ruas pedonais e os rakadika, e a conta no fim é a que uma família cretense paga.

De onde vêm os números deste guia

Escrito em Atenas pela equipa do Filotimo, a partir das ementas, dos preços e das reservas dos nossos restaurantes parceiros. Os preços mudam com a época e com a rua: cada número aqui é uma ordem de grandeza, não uma tabela de preços.

Perguntas frequentes

Vale a pena comer em Heraclião ou é melhor ir a outro sítio de Creta?

Vale a pena, e é muitas vezes a melhor relação qualidade-preço da ilha. Heraclião não vive do turismo, por isso faz preços para moradores: a mesma mesa cretense custa três a seis euros menos por pessoa do que nos centros turísticos da ilha.

O que é um rakadiko e como se pede lá?

É um sítio onde se pede a bebida em vez da comida. Pede-se um jarro de raki e os meze chegam em rondas, muitas vezes sem ementa. Paga-se o raki e uma quantia pequena por ronda, e o total raramente passa dos quinze euros por pessoa.

Quanto custa um jantar em Heraclião?

11–17 € por pessoa com uma bebida nas ruas pedonais ou nos rakadika do centro, 7–11 € por um almoço cozinhado no mercado, e 20–28 € por peixe no porto veneziano. Uma reserva em hora calma tira metade do preço da comida.

Em que é diferente a bougatsa de Heraclião?

É recheada com mizithra salgada em vez de creme ou queijo tipo feta, é cortada à tesoura e polvilhada com açúcar e canela por cima. A bougatsa de Salónica é um prato diferente com o mesmo nome, e as duas cidades não concordam sobre qual é a correta.

Onde comem os moradores em Heraclião?

Na rua Milatou e nas vielas à volta do mercado da rua 1866 à noite, nas casas de pasto do mercado ao meio-dia, e em Ammoudara quando querem peixe à beira-mar. O porto veneziano usam-no para passear e tomar café mais do que para jantar.

A que horas abrem as cozinhas em Heraclião?

As casas de pasto do mercado trabalham desde manhã cedo até às três, os rakadika abrem por volta das sete da noite, e as tabernas das ruas pedonais enchem depois das nove e meia. Antes das oito uma mesa não precisa de reserva.

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