Guia gastronómico de Ioanina: pitas, lago e doces

Peça pitas — batzina, alevropita, pita de carne — peixe do lago Pamvotida e doces de leite de ovelha. São bem cozinhados dentro do Kastro, no Molos e na ilha, por 12–18 € por pessoa, e um almoço cozinhado na cidade fica em 8–11 €.

A equipa editorial do Filotimo6 minutos de leitura

Faz parte do guiaO que comer na Grécia: vinte pratos que vale a pena pedir

Ioanina é a maior cidade do Epiro e a única cidade grega construída à volta de um lago, e ambos os factos definem a sua mesa. O Epiro é montanha, por isso a cozinha é cozinha de montanha: massa estendida à mão, leite de ovelha e de cabra, carne assada devagar.

O lago acrescenta o que nenhuma outra cidade grega tem — enguia, pernas de rã, lagostins — e a história otomana da cidade deixou doces de calda que os habitantes consideram seus e não emprestados.

Segue-se o que pedir, onde sentar entre o Kastro, o Molos e a ilha, e quanto vai custar.

Porque é que Ioanina é a cidade da pita?

No Epiro a pita não é um lanche mas um prato principal, e faz-se com massa estendida à mão com rolo, nunca comprada. A batzina é uma pita sem massa, de courgette, farinha de milho e feta; a alevropita é fina e quase líquida, cozida em tabuleiro com manteiga; a pita de carne e a de frango são os pratos de festa das aldeias do Zagori.

No resto da Grécia a pita compra-se na padaria. Em Ioanina pede-se na taberna, chega em fatia de tabuleiro e come-se de garfo — e a sua qualidade é o primeiro critério pelo qual um habitante julga uma casa.

  • Batzina: courgette, farinha de milho, feta, sem massa — o prato mais de Ioanina que existe.
  • Alevropita: fina, amanteigada, quase um crepe em tabuleiro.
  • Pita de carne do Zagori: massa à mão, carne cortada à faca, de festa.

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O que dá o lago Pamvotida?

O lago dá três coisas que não encontrará noutra cidade grega: enguia, grelhada ou em stifado; pernas de rã, fritas com limão; e lagostins de água doce, cozidos ou saganaki. A truta vem dos rios do Zagori e de Konitsa, a uma hora para norte.

Os pratos do lago servem-se sobretudo na ilha, o pequeno ilhéu habitado a dez minutos de barco do Molos, onde as tabernas guardam os peixes em tanques à sua frente. Custam mais do que uma pita e menos do que o peixe do mar do sul.

Que pratos e doces pertencem a Ioanina?

Para além das pitas, a cidade come carne: kontosouvli, kokoretsi, borrego na gastra e chouriços com alho-francês. O iogurte é de ovelha e espesso, o queijo é feta e metsovone de Metsovo, e o azeite entra com medida porque o Epiro não tem oliveiras.

Os doces são a outra metade da fama da cidade. O baklava de Ioanina, o kataifi e os doces de calda têm raiz otomana e técnica local, e as pastelarias da rua Averof e da praça central estão entre as mais sérias da Grécia. Uma fatia com um café é a tarde certa.

  • Metsovone: queijo fumado de Metsovo, grelhado em fatias.
  • Iogurte de ovelha: com mel ou doce de colher, nas pastelarias.
  • Baklava e kataifi: os doces pelos quais a cidade é conhecida em todo o país.

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Onde sentar, e quanto deve custar?

O Kastro, a cidadela otomana com as duas mesquitas, tem tabernas sossegadas em vielas de pedra; o Molos, a margem do lago, tem as mesas com vista e contas um pouco mais altas; o centro à volta da Anexartisias e da Averof tem as casas de pasto do meio-dia e as pastelarias.

Ioanina é cidade universitária, por isso um almoço cozinhado fica em 8–11 € e uma mesa de noite em 12–18 €. As cozinhas enchem depois das nove, e uma reserva em hora calma através de uma aplicação como o Filotimo tira metade do preço da comida. A tabela dá os intervalos.

Ioanina por zona, e quanto custa
ZonaIdeal paraPor pessoa
KastroTabernas sossegadas, pitas, carne13–18 €
Molos, margem do lagoVista do lago, mesas na rua15–21 €
A ilhaEnguia, pernas de rã, lagostins16–24 €
Centro, ao meio-diaPratos do dia cozinhados8–11 €
Pastelarias da AverofBaklava, iogurte, café4–7 €
Zagori, uma hora para nortePitas de aldeia, truta, gastra14–20 €
Com uma bebida. Uma dose de pita como prato principal fica em 5–8 € em toda a cidade.

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Ioanina é a cidade onde a pita é prato principal, o peixe vem de um lago e a tarde acaba com baklava. Sente-se dentro do Kastro, pergunte se a massa é estendida na casa, e guarde um domingo para a ilha.

De onde vêm os números deste guia

Escrito em Atenas pela equipa do Filotimo, a partir das ementas, dos preços e das reservas dos nossos restaurantes parceiros. Os preços mudam com a época e com a rua: cada número aqui é uma ordem de grandeza, não uma tabela de preços.

Perguntas frequentes

O que se deve comer em Ioanina?

Batzina e alevropita para perceber as pitas, enguia ou pernas de rã do lago, borrego na gastra, e baklava de Ioanina com iogurte de ovelha à tarde. As quatro coisas juntas são o Epiro num dia.

Quanto custa uma refeição em Ioanina?

8–11 € por um almoço cozinhado no centro, 12–18 € por pessoa para jantar no Kastro ou no Molos, e 16–24 € por peixe de lago na ilha. Uma reserva em hora calma tira metade do preço da comida.

Vale a pena ir à ilha comer?

Sim, pelos pratos de lago que não se servem em mais lado nenhum: enguia, pernas de rã, lagostins. O barco do Molos demora dez minutos, as tabernas guardam os peixes em tanques, e a conta é um pouco mais alta do que na cidade.

O que é a batzina?

Uma pita do Epiro sem massa, de courgette ralada, farinha de milho, feta e ovo, cozida em tabuleiro até formar côdea. É o prato mais de Ioanina, come-se quente ou fria, e uma fatia chega para uma refeição leve.

Onde comem os habitantes de Ioanina?

Nas casas de pasto do centro ao meio-dia, nas tabernas dentro do Kastro à noite, e nas pastelarias da Averof à tarde. O Molos usam-no para passear e tomar café, e a ilha para os domingos.

Que doces são de Ioanina?

O baklava e o kataifi com técnica local, os doces de calda, e o iogurte de ovelha com mel ou doce de colher. As pastelarias da cidade são conhecidas em toda a Grécia e uma fatia com café custa 4–7 €.

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